Calendoscopiando a Alma!

"todo poema é uma aventura planificada" (C.L.)


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Pra ser feliz...



Teve um tempo que para ser feliz,
queria muito
queria tudo,
queria o mundo
e uma espaço nave de estrelas

E nesse tempo eu era muito pouca
chorava rindo
Subia em toda árvore
ficava rouca...

Hoje estava pensando: ser feliz é fácil
é só não procurar a felicidade
E curtir o momento
Conseguindo rir da vida,
Pois um instante parece muito.
Para quem sabe esperar


As vezes ficava me perguntando
pensar me consumia tanto
Que decide deitar na areia
E tirar para lavar!

Estava mesmo viajando
na maionese que passei no pão
E nas conversas com o violão,
que ainda nem sei tocar...

Fiquei me perguntando:
porque vivo com tantas questões?

Queria mesmo era uma tarde de bicicletas
Um campo cheio de vida descoberta
De sacrilégios, margaridas,
de serpentinas
e de ametistas...

Andar e sonhar...
Isso não irei de deixar.
Que possa me levar!
Sorrir!
Para ser é só respirar...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

tesouro


Quais serão os maiores legados de um homem?
Para que mesmo que estamos aqui!?
vejo tantos homens acordarem cedo, irem para os seus sugadores de almas, inebriados de fumaça e solidão... Uma humanidade doente, que chora e geme de ingratidão...
E todos estamos sós... no fundo do arco íris há apenas uma boca cheia de dentes que ri
da desventura que somos... E todo dia há uma luta em mim... é contra a carne, contra o impulso, contra a compulsão....
Há em mim... As vezes dor, ás vezes sofrer....
Dentro de mim, luto comigo mesmas, pois minha maior inimiga encontra-se aqui dentro e não no mundo que me cerca....
Luto contra a natureza má. contra a não compreensão, contra o que não quero ser e o que não sou até então....
E será mesmo que enfrento? Será mesmo que me entrego a vida como um malabarista que se joga de um trampolim, sem nenhuma cama elástica para aparar a queda?
Será mesmo que sou tão forte?
Pode ser que não,pode ser que sim...
Só sei que toda dúvida afasta o que sou de mim....
Mas como não duvidar? Se aprendi que viver é questionar....
Devem existir verdades... não é possível tanta austeridade, sem fundamentos...
Tantos valores confundidos, no abismo de tantas almas...
E choro, e como choro... E não é por mim, é porque vejo tantas tristezas, desesperanças e sofrimentos nos olhos dos meus irmãos...
E ainda há tantas barreiras a ultrapassar....
que tesouros ainda irei conquistar? Que dias lindos ainda irei esperar?
Existe mesmo pelo que esperar? Acredito que sim! Por isso não me privo de continuar...
Não privo de me ultrapassar.... de ver que há muitos outros mundos, muitas outras realidades,
e não quero que todos sejam como o meu certo e o meu errado...
Preciso entender que cada um pode ser melhor, mas dentro do que podem ser, e do que podem oferecer...
O segredo e o tesouro? Estão, assim como os medos e monstros, dentro de nós, dentro de mim!
Caminhando enfim para nenhum lugar...

domingo, 13 de dezembro de 2009

uma mensagem de vida! Para Refletir!

Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

Charles Chaplin

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cansei de Duvidar



Cansei de duvidar
Só quero crer
Só quero acreditar
Que pode ser que assim será

Não sei se vai dar
Tenho certeza que já foi
Aconteceu porque acreditei
Porque quis que assim fosse
Cansei de duvidar

Decidi e não desisti
Achei que estava fraca
Joguei a preguiça pra lá

Fiquei aqui
Deitei sozinha
Acordei no campo
Cheia de grama na cara

E fui assim
Sem agasalho
Meio descuidada
Distraida em seguir
Em acertar....
Cansei de duvidar...

O que seria eu?





Eu sou o tudo o que sou
Sou o para onde não sei
Sou o erro que aprende
Sou o acerto que se alegra

Eu sou o nada sei
Sou o que nem sei
E o que quero ser
Saber me faz entender
Entender pra quê?

Eu sou uma astronauta
Perdida no espaço
Sou a mocinha de Bang Bang
Sou aquela que fica na janela

Sou a operaria que sai ás seis
Sou a lavadeira
Sou a mulher rendeira

Eu sou a dona de casa
Sou a executiva
Sou a esportiva
Sou a dona menina
Sou a menina santa
E a não tão santa assim...

Sou um erro que queria ter
Sou o acerto de ser-me
E do que me faço perceber

Sou a mulher ferida
Sou a mulher bonita
Guerreira
Arisca

Sou todas em uma só
E de todas o que não sou
O antônimo de mim
O não, que virou sim.

sábado, 7 de novembro de 2009

sobre mim

Acordar
sentindo o cheiro o dia
Os olhos se abrindo
E vou seguindo
Sendo simplesmente assim

Tantos objetivos!
Noites longas, Dias intensos
Vivendo cada momento...
Como deve ser: Sobre mim!

Cada sorriso me encanta
Cada nova surpresa
alimenta a esperança
De seguir!

Menina de muitas idéias
Menina de muitas manias
Essa menina que encanta
Todos com sua magia!

Despretenciosa em ser-me
Vivendo para crescer
Sonhando em entender
O que sou e quem quero ser!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mudança


Aqui e ali,
Cada flor tem seu Jardim.
Não quero ser a mesma,
Não quero ser a roupa.

Não quero ser ninguém,
Não quero ser nada.
Meu eu vai mais além,
Do mundo não sou refém.

Aqui e Ali,
Mudando eu vou.
De mim mesma,
De conceitos,
De preceitos,
E de idéias...

Vivemos mudando
E crescendo, mas
Às vezes, decresendo
Depende de que mudança
Decidimos mudar


Participando
Do particípio
De sermos quem somos
De amarmos quem amamos

Sempre mudando,
Ouvindo para mudar,
Ouvindo para não calar,
Ouvindo e indo,
Para escutar.

Aqui e Ali,
Vozes a ecoar,
Do passado?
já ficou!
Do futuro não me interesso.

Construir o hoje,
Cantando o agora
O daqui a pouco já vai
Chegar!

Viva a mudança!
Viva o novo olhar!

Dias Especiais


Acordei!
Coloquei a mochila,
Fui viver mais um dia
Achando que seria
Só um dia a mais...
Achando que não teria
Nada além


Atravessei ruas,
Dirigi carros,
Cumpri obrigações
E, foi aí que...

Encontrei-me com pessoas
Em situações especiais...
Pessoas que me fizeram ver,
Nada é igual...

Lembrei de quem fui...
Pelos olhos delas...
Senti quem eu era lá no fundo...
É tão bom ver aonde cheguei
E quem sou!

Às vezes me preocupo tanto,
Com o que virá,
Com o que tenho que ser,
Que me esqueço de quem já sou.

O minutos passam,
E se passam também anos,
Sou grata por ter tantos anos
Quantos forem meus...

Dias especiais...
Lugares da memória...
A vida é mesmo assim...
Me resta cada instante do existir!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sentir você


Senhor,

Sei que muitas vezes não te escuto,
Sei que já comparei o seu amor
Com uma culpa, que ja carreguei tanto em mim...

A minha experiência é contigo...
Basta abrir os meus ouvidos
Basta falar com o coração...
Estar com você a cada manhã é o que importa...
entregando-te cada decisão!

Sentir-me viva é a resposta
Não acredito que você seja tão distante...
Nem que me julgas com impiedade...

Quando sinto o amor, lá estás...
Quando sorrio, é tua presença em mim...
Quando olho pro céu, e quando deito para dormir,
Sei que me acalenta e me protege...
Me faz sentir!

És como um pai,
Um amigo,
Um irmão...
Sigo sempre segurando a sua mão...
você me guia, me mostra a direção...

Posso até cair, não faz mau,
Se tropeço é para aprender...
E no final te amar ainda mais...
Não há vitória sem sacrificio!

Mas o depois é lindo,
És sentimento vivo
Sei que nem todos chorarão!
paciência em mim é viva!
Sabedoria, arrebentação!


Nas minha lágrimas
Faço cair a emoção...
Vou e nunca desisto,
Nada é em vão!

coloco-me aos teus pés...





Rara Calma - Rosa de sharon

O tempo voou nem percebi
Mas sou o mesmo homem que
Um dia você conheceu
A canção não esqueci
O menino que há em mim
Nasceu pra cantar

Chora como nunca ao sentir ainda estamos juntos aqui

Abro o coração
Coloco-me aos seus pés
Noite escura agora é manhã
E falo com rara calma
Sou o que sou sei que, sou fraco, mas sempre
Tive você aqui perto de mim

O espelho me diz que envelheci
E que mal pode existir
Em ter histórias pra contar?
Dos amigos que aqui fiz
Quanta coisa se passou

Ainda estamos juntos aqui

Abro o coração
Coloco-me aos seus pés
Noite escura agora é manhã
E falo com rara calma
Sou o que sou sei que, sou fraco, mas sempre
Tive você aqui perto de mim

OBRIGADA SENHOR POR ESTAR PERTO DE MIM!

Deserto que passou



Caminhei em um deserto
várias luas me levaram
Vários dias fiquei sem água
Sem saber quem era...

Achava estar me perdendo...
Mas, me achava a cada passo,
Desta longa caminhada

Caminho para mim...
Olhando para ti...
Porque quero estar contigo...

Conhecer-me agora
faz muito sentido...
Sei que sou livre...
E liberto quem anda comigo...

Não quero todo o ar...
Irei me sufocar...
não quero todo o calor...
irei me queimar...
Só quero o suficiente
Para continuar a andar...

Não preciso ser feliz sempre...
Não preciso ser triste também...
Não quero me sentir só...
O que não acontece...
Cuidadora de mim...
Muitos olhares em ti...

A Mariposa



Ela chegou!
Pousou!
Era a mais bonita
Não uma borboleta?
uma Mariposa!
Tão faceira! E tão estranha?
Parecia ser tão feia...

Mas, ser mariposa é não desejar o ideal
Porque há beleza em todas as coisas
Em todos os gestos, em todas as cores

Mesmo no cinza de suas asas?
Que contrastes coloridos!
Que regalo de asas!
Um flutuante ser!

Não era como a Borboleta.
Mas ela, assim, em tons de cinza,
Era tão intensa!
Magnífica!

Tão bonita em sua singeleza...
Que não precisava ser como nenhuma outra...
Bastava ser ela mesma!

Todos amavam essa mariposa...
Uma mariposa traiçoeira,
Não se deixava levar...
Voava e estava!
Onde se queria estar...

Não queria ser borboleta...
Queria ser mariposa...
Mariposa voadeira...

sábado, 29 de agosto de 2009

Janela da Alma





Soprei a vela,
Descanso na janela,
Mãos na soleira ...

Olho lá fora a vida passando,
E continuo caminhando,
Aqui, neste chão...

A vida me traga, me acolhe
E muitas, tantas vezes, me esmaga...
Uma grande imprecisão...

Penteio os cabelos cacheados,
Passo a cor rubra nos lábios,
sapatos altos, Olhos enebriados...

Lavando as mãos, dance comigo
Vamos não tenha medo...
Minha janela é seu abrigo,
Meu coração, movediça de emoção!

Livre


Eu não quero escrever sobre o cliché que envolve o amor,
Por favor livre-me disso meu Senhor...
Eu quero escrever é o do que vivo,
e isso em mim é como ferida pulsante...
Visceral carne de amar...

Olho seus olhos, sinto sua boca,
Doce oceano, pêssego doce...
Me conquista em cada silêncio...
Me toca o corpo, sinos ao vento....

Te quero livre, te quero solto,
Cabelos ao ar, roupa molhada...
E assim em tarde de domingo,
Banho de alvorada....

Tirar a roupa, cair no mar...
Andar à sombra sem nada pra pensar...
Só o seu sorriso a me guiar...
Não, não há frases sobre o amor,

viver é verbo transitivo...
Com você aprendi a não esperar...
A vida me quer agora, vem amor, vem amar!

Menino no Parque





Toca o violão
Desvelando cada emoção
O lamento que desdobra em seu toque
Silente em cada nota...

E assim mata a saudade,
Em um grito rouco de canção
Em uma tarde chuvosa...
Embriagando o coração

O menino se faz homem,
Compondo as rimas
Rimando as notas
Da sua imaginação...

E aquela era a cena,
Onde ao longe eu observava,
O menino e sua notas,
Em seu rostos, doces lágrimas.

Nude


Esses dias fui me despindo das cascas da cebola
Das etapas que compõem a minha essência
E pude ir chegando, enfim,
a essência que há em cada etapa

Olhei o rosto magro que me interrogava no espelho:
Essa é você?
E então respondi o mais sincera que pude: Sim!

Me joguei de novo,
Nesse mundo em alvoroço
Toquei em cabelos castanhos,
Lavei a roupa, clareei o dia todinho pra mim...


vesti as meias, fiz amor com o amor assim.
Cheguei em mim...
Sensação sem igual...
Lá estava eu, o espelho e as cascas:
Nua, afinal!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Vida de Dirce.



Já são tantos os dias e eu continuo sentada olhando as horas passar
Em minha frente o seu presente e ao meu lado o caderno de rabiscos
Distraída eu escrevo muitas bobagens e frases desconexas...
Olho pela janela vejo muitas pessoas sem rosto, muitos sem sorrisos...
A fumaça embriaga... Os vícios eu deixei todos...
Não estou mais sentada deixando-me morrer...
Mas ainda há tanto a se fazer, tanto a se pensar...
Aonde aqueles momentos foram parar?
Seria mesmo que a inércia me dominaria? Eu assim, meia idade, sozinha...
Entregue ao nothing do following to love you...
Assim chegam os dias. E cada vez mais me distancio do passado, dos dias passados...
E eu me sinto bem assim, aconchegada em mim mesma...
Sei que dentro mesmo só eu me vejo... o público é a dimensão que deixo percebível do meu particular...
Eu era tão faceira na juventude, tão desejada menina jambo...
Agora sei que ainda o sou, sou de meia idade mais estou viva e me cuido demais: academia 4 vezes na semana, natação 2 dias e ainda yoga 1 as segunda, porque os fim de semana são longos demais....
Nunca me casei isso é verdade, por isso não tenho as queixas dessas mulheres de 37 anos que parecem mais aquelas matronas da Idade Média falando das obrigações do lar... Mas também não sou o retrato da mulher pós-moderna. A não ser que pós modernidade signifique mesmo solidão.

Assim eu me sinto. E estou rodeada de gente, de pessoas. Só que ordinariamente me percebo ante-terrestre. Não sei porque as pessoas se envolvem sempre em tantos inventados problemas... E o lha eu falando assim, a mulher mais existencialista que conheço.
Verdade mesmo que não conheço muitas pessoas. Porque conhecer não é simplesmente dar oi, como vai? Ou e ai gato tc de onde?, quantos anos o que faz da vida?... Isso não é nada.
Ontem estava com uma amiga em um café, depois de assistir um filme louco ...
Ainda estava ruminando as ideias sobre o que acabara de ver... ela no telefone celular...
Depois desligou, conversamos enfim...
Me falou sobre o termino do namoro recente, da aspirações para o futuro e eu também... sobre meus recentes recorrentes problemas...
Assim me disse do mais novo cara que conhecera e da ligação eletrizante que teve com ele... Eram almas Gêmeas... Passaram uma noite inteira falando sobre a vida deles, e quantos ponto s incomuns.... Descobrirá o amor da sua vida! O seu mais novo Terceiro marido!
Ai sim foi que eu olhei para mim e disse: Eu sou velha! Putz! Como sou Velha!

É hoje em dia não se precisa muito para amar intensamente... nos doamos em sentimentos até para a torrada queimada do acfé da manhã!Quem dirá para um ator jovem cheio de ilusões e vontades que nos diz como a vida é um " Misterioso desconhecido".

Mas eu disse para mim mesma: Dirce não seja dura tão dura com a Laurinha , deixe ela se apaixonar... Deixe de ser amarga só porque você não está neste estado de borboletas na barriga não quer dizer que os outros não possam"

E ai dei o meu sorriso de " estou te dando uma chance" e deixei ela terminar a aventura amorosa com o ator maranhense....

Sabe não é que eu não acredite no amor, na paixão louca e impulsiva eu acredito nisso e eu já me apaixonei e amei alguns homens desesperadamente e alegremente...
Mas é que uma noite é muito pouco... Para conhecer alguém... E não consigo como ela, talvez uma deficiência minha, uma falta de QI, compactar alguém em uma Nova Pasta do meu PC mental...

Tenho que sentir as pessoas, prová-las em seus tantos gostos e isso leva tempo... leva um prazeiroso e inebriante tempo... Só que hoje, os amores de uma noite parecem valer muito mais...
Vou refletir mesmo sobre isso... Se eu estiver errada pro favor corrijam-me...
Agora vou me retirar... até logo...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Em manhãs de Julho...




Acordei estranhamente feliz! Incrivelmente viva!
Sai das sombras que tentaram zombar com quem sou,
Tentando me confundir, me dopar de mim mesma.
Retirando eu de quem sou, e roubando meu sopro de raciocínio.
Aprendi com os erros, com os impulsos desmedidos...
Aprendi que posso ser muito destrutiva, uma bomba relógio,
Se assim convém a mim mesma.
Fui até o meu limite e cansei.
Cansei de cair, cansei de ser o limite.
Quero os riscos, mas não quero forçado.
O que é negativo e ruim, inevitavelmente ainda ocorrerá,(eu sei)
Mas eu tenho como mudar o que não gosto, quem não quero comigo,
E escolher o meu caminho.
Essa verdade é minha, e só divido com quem aprecio,
e me faz sentir verdadeira.
Neste mundo de banalidades e frivolidades sem medida,
ainda tenho que batalhar com
a minha condição humana,altamente indecisa, fraca e cheia de
Obstáculos a serem rompidos.
Não desisto! Seguirei em busca de mim mesma! Em busca de quem sou!
É tempo de novos ares, novos povos, novos sabores,
Tempo de vida!
Ciclo que se fecha e trás consigo
Tantas feridas a serem redimidas!
E são tantos os pensares e os quereres
que fico a me perguntar : vou mesmo não é?
Não posso duvidar, não posso cair, não posso fraquejar!
Sou mulher forte, olhos tão fundos que podem ser vistos em piscar de
Libélulas!
Sou minha praga, minha sina, minha única saída!
Sou acima de tudo vida! Estou enfim: VIVA!

domingo, 12 de julho de 2009

Sobre mim...


É certo que eu não sei bem para onde irei, mas no fundo que diferença faz? Continuarei caminhando, cantando as velhas canções e aprendendo novas coisas, com velhos amigos, com meu grande amor e com as novas pessoas do caminho. Me cruzarei com mais tantos loucos como eu, e que bom saber que não sou a única sonhadora! Meus pés vivem com asas, minha cabeça é sempre cantarolada em uma nova melodia, em uma velha serenata!


Do amor não sei, mas quem quer saber, existem coisas que não nasceram para serem racionalizadas e sim para serem sentidas! Vivo este amor com ELE hoje e quero me jogar neste desconhecido, que é conquistá-lo sem pretensões demasiadas! Amo em tranquilidade e em tempestade esse meu amor sofrido, querido e lindo!


Não sei até onde irá! Mas quem se importa?


Agora sai pra ver o mundo, lasquei a caixa do medo e do desespero, aquela sensação do frio na barriga me contagia a cada esquina e em cada beijo de paixão. Sei que nasci para algo maior, e que bom que não é só um sentimento, tenho colocado em pratica, tenho lutado pelo que acredito. E acredito no amor, acredito no sorriso, acredito no menino sujo que não é sempre um bandido a minha espreita. Acredito na inocência, acredito na essência da vida! E amo as pessoas! Amo as rabugisses alheias e até mesmo as buzinas chatas!


Adoro a música dos pássaros, dos violões, mesmo os desafinados. Choro pelas amizades, creio no próximo, em sua totalidade, amo a vida! Torço pelo cheiro da grama molhada, pelo vibrar do gol em um bar do subúrbio, e pelas longas tardes jogadas em meu sofá velho! Adoro perder um dia inteiro dormindo, e outro lendo!! Na verdade cada dia eu só ganho mais!
Gosto do medo se me dá limites, quero sempre aprender mais, nunca acho que sei muito... E como desejo o silêncio do escuro! O zumbido do nada é inconfundível!

Choro com novela, adoro pegar na terra, brincar com os animais, olhar para uma paisagem, sonhar comigo desbravadora de mares!! navegando pelo grande oceano azul, com uma lupa vermelha!!

Terra a vista!! Me vi mais uma vez sem saída!! A vida me chama!! Vou sem roupa, sem sina, carrego apenas uma cantiga e a certeza de que não ando para trás!!!

De mim o que sobrou...


Não quero falar do que não sou
Não sei o que não sou...
Não quero tocar no que não existe...
Não sei aonde está..

Não quero o amor não construído...
Não posso mais carregar...
Não sou o seu precipício...
Mas quero em mim me jogar...

Não sou quem gostaria...
Mas nunca é tarde para tentar...
Não sei o que restou...
Mas quero me libertar...

Não sei de todo o amor...
Tornou-se vital me amar...
Não sei se é tudo já elaborado...
Mas estou desconstruíndo este castelo
de baralhos...

A ventania soprou...
A minha vela do amor levantou
Mesmo em um mar que parece de lama
Eu irei navegar...

E aonde você estará?
Perdido com a bússola quebrada...
Que você não soube concertar.

(sobre uma conversa desta semana)

Aonde estamos...


Porque andamos em nossas molduras?
Porque não nos jogamos na doce desventura?
Porque não nos permitimos simplesmente estar?


Estamos tão acostumados a ter e ser
Tudo o que querem de nós...
Nascemos e aprendemos a cuidar..
A zelar... a ter cria... acariciar...


Estamos incondicionalmente
Com medo do novo...
É confortável sofrer
Se isso não nos faz mudar...


Não há chance de nos surpreender..
Não ouvimos a melodia,
Queremos sempre cantar...


Dialogar, pensar, racionalizar...
Movimentar...Solucionar...
Mulher aonde seus sonhos foram parar?

( sobre uma conversa dessa semana)

Canção de amor


Essa música que toca em nós
Transforma todo pão em poesia
Essa doce melodia me domina
E desafina o que se achava certo da vida...


Caminho com essa musica, vou ser feliz...
Vou me deixar levar...
É tudo tão simples...
Te amar, me embriagar...


Carrego o relicário de nós...
Vou indo, olhando, sentindo...
Gerundiando o verbo amar...


Transborda pelos dedos...
Escorre pelos poros...
Todo amor, todo querer...
Tudo o meu eu em você...


Eu vou levar essa canção de nós...
E vou sair correndo pela estrada
Do desconhecido te amar...
Sempre me permitindo tentar...
Não vou parar...




sábado, 11 de julho de 2009

Pedaços do todo



Em cada linha um desafio
Em cada cena um novo aprendizado
Em cada sorriso um mistério...
Em cada desamor um recomeço...


Em cada certeza um descanso...
Em cada beijo seu a sedução...
Em cada afago o cheiro da paixão...


Em cada eu te amo quebro uma desilusão...
Em cada caminho novas recompensas...
Em cada novo olhar uma esperança...

Em cada chegada uma lágrima...
Em cada partida o cheiro da alvorada...
Em cada novo dia a perpetuação dos sonhos...
Em cada ventania a permanência do que somos...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

sobre o amor




Surpreenda-me em um beijo
guarde-me em segredo...
Estou dentro do seu coração a muito tempo...

Sou aquela que você busca em noites de frio...
Sou as lágrimas que você chora
Sou aquele tórrido arrepio...

Estou em você a contra pêlos...
Desvenda a minha alma..
Faz meu jeito...
E confessa que eu sou o seu farol.

Não adianta nos negarmos, afastarmos...
Tudo as vezes é tão louco...
E eu sou tão ingrata...

Quero esse amor como nunca...
Eu sou o silêncio do instante...
Do instante que completa o nosso desejo...
Guarde-me, meu grande amor, em seu peito.

Estou feliz!!!





FELICIDADE!!!!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Avareza... azeda!





Riqueza minha riqueza
Quero você sobre a mesa...
Escondo o que tenho
é tudo pelo que vale...

Você não é o que tem...
O que é meu não divido com ninguém...
Se não gostou tudo bem...
No fim só eu vou me dar bem...

O inferno eu comprei...
O céu? Inteirinho lotiei...
Tudo o que tiver, e
Você puder, é meu, já paguei!

Respiro o ar que eu mesmo sufoco...
A solidão é o meu foco...
Porque ela é minha também...

Seu amor, é meu!
Sei coração necrosei...
Tecido morto que eu te dei...
Tudo o que sou? Comprei!

GULA



ela acha que pode
Esconder a sua sorte
Na doçura de um pote
No fundo de um pedaço...
Em um biscoito da sorte?

Ela acha que quer
Crescer e ser mulher...
Comer para não se ver...
Se ver e depois esquecer...

compulsão para se entender....
Gostar de ser gulosa
De ter muitas comidas...
Tortas....

E sempre mais e mais querer...

Comer....
Prazer...
Ter, ser...
O meu ego é quem te qualifica
Você é um nada eu sou o tudo....

A minha vontade justifica o mundo
Eu quero sempre mais e mais te comer...

compulsão






Hoje eu percebo o quanto engordei...
Engordei por não ter carinho...
Engordei por me ver sem ninho...
Simplesmente engordei por não comer...

Hoje me olho no espelho
E no fundo o que vejo é total desprezo...
Desprezo pelas minhas necessidades...
Porque você vive suas vidas tão cheias...
Que eu não tenho tempo de querer...

Assim vou sendo compulsiva...
Assim vou tendo desmedida
Essa vomtade de me conter...
De não comer... De não me ver...
De morrer?

Até quando fecharam os olhos para mim?
Mas quantas de nós teremos que sofrer...

Porque a doença não está só em mim...
Está na falta de você...

Você que não quer me ouvir...
Que não quer chorar comigo...
Que não tem tempo a perder...

E o que está em mim?
Um bicho... Cego e faminto...
Que ao longo dessa vida me sugou de mim mesma...
E fez você me esquecer....

Compulsão labirinto....
Lobo faminto...
Em que ponto da vida iremos descer?

Fome




O que será que me dá essa fome?
O que me torna um ser sem nome?
O que me faz pensar tão longe?
E saber que é tão grande esse vazio?

O que me torna menos humano?
Porque não olho pra o umbigo do outro?
Porque só quero o que me dá prazer?

Porque fecho o vidro,
Viro a página,
Desvio o caminho,
Para fingir que não vi você morrer?

Porque me regojizo em meu churrasco de domingo?
E encho todo fim de semana a cara com os amigos?
Enquanto você me pede um pouco de abrigo
E eu ignoro você?

Não é muito
Não é tudo o que tenho
Mas me custa muito te ver
Porque falta em mim
Um apreço
E sobra um desespero
Da vontade compulsiva de comer....

Você é um nada escuro
Eu me conforto em cima do muro...
Assim, só reclamo de tudo...
Porque no fundo cansei de viver...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

pensamento

Missão


Tempos soturnos
Momentos de guerras entre mundos
Bem contra mal
Seres sobrenaturais
Momentos fatais...

E os dois lados em eternas discussões
Cada um com suas próprias questões
Mas és que surge de um grão de mostarda
um menino sujo, nojento
que todos querem se negar a estender a mão

O garoto caminha , em seu olhar solidão
em seu peito perdão, amor , irmãos...
A todos os seres estendia a mão...
Conversa com o tempo....
Com o ar cantava algumas canções...

Correu o mundo, chorou sangue,
Negou a si mesmo, desejou jamais ter existido
E os dois lados poucos se importavam com aquele menino perdido
Estavam ocupados demais com suas angustias...
Inventaram religiões, estados, estruturas, literaturas,
E o menino continuava a caminhar...

Os dias passaram, os anos foram sepultados
E a guerra quando irá acabar?
Não a redenção, são todos ilusão...
E o que sentem? Mas uma criação...
Para negar o menino que passa....

Mas ele vai, cabelo ao vento...
Doçura em seus gestos...
Dúvidas na língua....

Cabeça pensante...
Olhava aqueles seres angustiantes...
Angustiados em si mesmos...
Presos em seus próprios medos...
E em seus infundados desejos...

Errante ele ia...
E muitos o seguia...
Mas tantos não o entendiam...
Alienados que já estavam...
Ele não queria seguidores,
Não queria conquistas...

Dinheiro, amores, posses, terras
Nada disso era seu propósito....
A nada disso estava destinado...
Ele era um ser incompreendido...
E já estava entediado daqueles vícios
Aos quais os dois lados se prendiam...
E se distraiam...

O menino sabia que ele pertencia a uma única magia,
Sabia que o seu destino era amar...
E cultivar esse amor.... Amar a todos....
Sonhar bem alto...
Negar as posses....
Subir os muros....

E tirar a venda daqueles obscuros olhares ofuscados...
Assim ele ia, mais ninguém o ouvia...
Porque era preciso aquecer o coração e estar ligado
Com a essência de sua verdadeira alma: o sorriso sonhado.


Questões sobre o nada.




Hoje é como se fosse um dia oco
Não sinto a vida, não sinto o tempo
Vejo tudo pouco, efêmero existir...

Ainda não sei o que quero
E nunca saberei...
Terei sempre uma projeção...
Uma sensação de estar certa...

Certezas não existem...
E procurar por elas é autonegação...
Cuspo na minha propria mão
Nego o verbo obcessão?

Aonde chegaremos então...
Para onde os nossos sonhos nos levarão...
Eterna questão... Vontades em vão...
De ser sempre o nada sei...

Deixar esquecido o seu perdão...
Chorar o sangue de cada decisão...
Viver é uma eterna imprecisão...

domingo, 21 de junho de 2009

Conversa de nós (eu para mim)




Pintei as unhas e sai para ver as margaridas,
Olhei ao redor, senti os desencantos desta vida,
Fiz meu suor molhar com sangue a sua camisa,
E deixei pra trás todo rastro de ternura contida

Vesti a roupa e sai desnuda de mim mesma,
Estive tão perto mais não soube como recebê-la
Bom dia vida, adeus tristeza...
Não há mais frestas na porta do desapego,
Sou tua, na aresta do meu travesseiro.

Engrossei as pernas, peguei o trem,
Passei perfume, e logo que te vi gritei!
Espere por mim! Não chora assim...
Sei que não sou a mesma de quando me apaixonei
Ainda quero tentar mais uma vez...

Não diga não, seu não me traz o silêncio,
Insensatez, te dou meu sim ou meu talvez!
Sou indecisa, sou mulher, sou menina
Dona de tantos por quês!

Aonde agora? Sai do trem...
Cheguei em algum lugar que não sei.
Andei com pressa, procurando seu rosto
A multidão me engoliu... Desgosto...

E quando já a aurora cintilava
Eu estava ali, cabisbaixa, sentada
Você chegou tão afoito
Me viu, correu, deu-me um beijo no rosto

E dos seus olhos lágrimas brotaram
E de cada gota nasceu um novo passo
De cada passo uma flor, um abraço...
Violetas são teus olhos!
Sinceras tuas palavras!

Vamos amor,
Juntos somos mais, somos dois!
Além das lágrimas de estrelas
Acima do eixo, depois da esquerda
Lá é o nosso refugio!
Seu amor: Fortaleza.


terça-feira, 16 de junho de 2009

Partes de mim...


Hoje estou muito longe dos outros
E perto de mim, próxima do fim...
Botando pra fora o que não quero
E juntando todos os cacos do que sou...
Eu queria era sussurar no seu ouvido
Toda frase que digo e não sei dizer
Você é poesia que me impulsiona a
Escrever...

O que será que acontece com o poeta
Que por amor perde sua inspiração,
O alguém que o motiva a ser poeta?
Será o fim da poesia?

Agora guardo o que sobrou,
Coloco o meu resto nessa junkbox da minha vida
E sigo pela estrada de pedrinhas coloridas
Esperando um sinal seu para continuar...





Beatles


Beatles é saudade
Saudade do que nem se viveu
Saudade da sua vaga única nas ruas de Londres...
Ouvir Beatles é se embriagar de saudosismo
De nostalgia de um momento não vivido
De um momento em que eu não estava lá...

Toda vez que os escuto me Dá um arrepio me dá um calafrio
Ouvir Beatles é chorar... É chorar sua alma em mesa de bar
É não estar mais ali porque só eles podem estar em você
Só eles podem te preencher e te fazer sentir o que é viver o que é amar.

Meu Lugar


Estou aonde deveria estar,
Dentro de mim
Na profundeza do meu lugar
Estou aonde quero estar
E não venha me buscar

O oceano que sou nem eu sei navegar
Esquecer do mundo ao meu redor
Dar licença para se retirar
Afundar no que sou
Entender meu proprio amor
Me deixa estar

Estou aonde deveria estar
Minha concha é confortavel
Meu castelo de marfim admirável
Sou essa que se lê em um olhar
Sou tão densa que não ouso me tocar

Mas agora quero ir lá
Desbravar de pará quedas
no que sou
Lá onde você não pode me encontrar
Da licença que eu quero entrar.

Verdade





Eu to sempre perdendo o medo e
Não quero achá-lo mais...
É hora de tentar não temer
E se perder demais...

Que bom que eu te dou o pão
E você o transforma em palavras
Que bom que eu te dou o tom
E você distorce a minha fala...

E agente chora de verdade
Em conversas virtuais
Conversas de telefone
Porque quando agente se vê
Eu esqueço até o meu nome
Nego quem sou.

Meu poema é o poema
Da verdade.
Se você tem medo da mudança
Fecha neste instante seus lábios
E não me leia em voz alta
Sou capaz de causar estragos

Hoje estou abandonando o velho que fui...
E me tornando a velha que sou...
Ser velho é bom
Quando se está na hora.

Coração Vermelho



Escreva com letras vermelhas:
Viva a revolução!
Dos amores vadios...
Das noites de sussurros
Dos ouvidos surdos
Pelas bombas explodidas

Pegue em armas
Beije sua mãe com saudade
Deixe o que você foi no passado
E lute pelo que for certo
Pelo seu ideal repleto de verdade

Que lindo é revolucionar o amor
O estado das palavras
E acabar com a vida vigiada
Por aqueles que a espreitam
Mas não são capazes de identificá-la
Vocês que se acham donos da mesa de cartas
Carrascos de sonhos, serão chicoteados
Por suas realidades que não passam de conceitos infundados.

Fedorentos,
Porcos
Os seus destinos são
as sombra daqueles
Que um dia tentaram calar...
A valsa se foi
Mas o sonho tornou-se real?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Wish you here - Pink Floyd





So, so you think you can tell

Heaven from Hell

Blue skies from pain

Can you tell a green field

From a cold steel rail?

A smile from a veil?

Do you think you can tell?

Did they get you to trade

Your heroes for ghosts?

Hot ashes for trees?

Hot air for a cool breeze?

Cold confort for change?

Did you exchange

A walk on part in the war

For a lead role in a cage?

How I wish How I wish you were here

We're just two lost souls

Swimming in a fish bow

l Year after year

Running over the same old ground

What have we found?

The same old fears

Wish you were here

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ser Poeta


Não precisa ser letrado,

Para ser poeta

Não precisa ser bonito,

Usar-se de métrica

Ou grande professor de

Advébios, de critérios...


Não precisa falar correto,

Norma culta, me escuta,

Ser poeta é estado de graça

E poesia com poesia se paga


Ser poeta é ser devaneio

Improviso de vida.

é estado de alma,

é prender o sujeito

demasiadamente



E deixar que se leve

Em inúmeros Predicados,

Ocultá-lo quando se falar de amor...

Ser próprio.... libertar vocábulos...



Afinal, ser poeta é movimento puro!

Não há gramática que explique

o sentimento de ser poema...

E a semântica pouco importa

Poesia é dedo na tomada quando

Se é criança. Descoberta de si!




Você!




Não adianta estar nú sobre

O que se esta prurificado

Sem saber aonde se pode

Estar...


A boca está seca...

já não há mais amor?

O tempo é o nosso guardião


Das poucas certezas que tenho

Você é uma delas

Estar com você é eterno em meu ser...


É overdose de querer...

De você!

Quero tudo o que for capaz de me dar...



E não quero dividir uma vida só pra ter

Só pra ser confortavel

E sermos dois ets em um quadrado

De molas sem espaço

Para tantos sonhos



Morando então em outros braços

Voltariamos todas as noites

Para o nosso proprio carrasco:

Nós!


Não quero isso

Quero é você por inteiro

Transbordar meu balde de desejos

Em nossa cama de esteio


Estarmos juntos sem desespero...

Pelo simples prazer

De sermos simplesmente nós

E nos amarmos a cada dia

Como se não existisse

O depois....



É hora de sermos crianças de novo...

De não querer nada tanto...

De deixar que os brinquedos se encaixe...

Que o quebra cabeças

Nunca se arme...

Sermos quem somos nós...

conversa de nós





O Homen não aprende a aprender

Ainda acha que sabe ensinar.

Agora eu choro poesia

Como?

As lágrimas são tão doces...


No final os dois estavam debatendo

Sobre eles mesmos...

E discutiam questões indiscutiveis...


Você é o definivel indefinido

Do que é não ser

É! Isso porque não são

só as palavras que falam

As palavras que não falam

Dizem muito de nós...


E você, minha querida

é sempre ser sem precisar ser...

É sempre esse querer que quero tomar

Todos os dias ao acordar...


Não sei onde está o concreto do nosso amor...

Só sei que não há vida sem estar ao seu lado

E se ser normal é estarmos juntos

Então quero ser normal até que a morte nos separe...

Quer casar comigo?


Agora! Aceito

Sobre o céu de estrelas

E sobre a nossa cama de sonhos...

Quero ficar...



Venha me der a mão,

não precisamos ter direção

Para sermos felizes então...

Entre o ter e o amor

Escolhi por você...

Seja como for....

Questões de mim



O que será de mim depois de você?

Hoje sua alma está cheirando sinto o

Perfume daqui...


Mas como agente pode juntar tudo

Em uma coisa só?


É só imaginar,

É só beijar,

É só sonhar,

É só abraçar,


É só sorrir,

É só olhar,

É só ouvir,

É só durmir,


É só acordar,

É só te ver,

É só pensar,

É só amar,


É só querer,

É só estar,

É só viver

E lutar!

Partes de mim




Hoje estou muito longe dos outros

E perto de mim, próxima do fim...

Botando pra fora o que não quero

E juntando todos os cacos do que sou...


Eu queria era sussurar no seu ouvido

Toda frase que digo e não sei dizer

Você é poesia que me impulsiona a

Escrever...


O que será que acontece com o poeta

Que por amor perde sua inspiração,

O alguém que o motiva a ser poeta?



Será o fim da poesia?

Agora guardo o que sobrou,

Coloco o meu resto nessa junkbox da minha vida

E sigo pela estrada de pedrinhas coloridas

Esperando um sinal seu para continuar...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Menina


Andando pelos sonhos

Pelas ruas cobertas de flores

Pelos dias cheios de amores

Assim eu vou...


Andando e descobrindo,

Navegando por mares

Nunca antes conhecidos

Por estes braços de menina


Olhos sinceros

Coração Puro

Com tantos medos

Nessa vida de desencanto


Aqui neste lugar

Encontrei quem sou

Me abro em flor

Me deixo levar pelo amor



vou seguindo

vou desencadeando

os meus sentidos

os meus instintos...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Senhoras e Senhores...



E a cortina do espetáculo se fechou
E quando me achava mais perdida
Me vi em seus braços mais uma vez ...

Nesses dias de maio em que nosso amor
Renasceu, e cresceu...
Em meio a chuvas e lágrimas

Nos deparamos em encruzilhadas
Entre vidas perdidas...
corações cheios de amor...
De desejo desmedido....

De vontade de se jogar
desse beco sem saída
E recomeçar uma nova vida...

Seguir em frente ....
Lutar por nós...
Querer o impossível
O divino, maravilhoso
Desconhecido...


Tudo o que se finda
Em dois destinos
Em dois caminhos
Em uma única estrada
Dois pesos de uma mesma medida...
Esse amor é tão grande que nem sabe
A força que tem
Ele me possue
me domina e me faz ser quem eu nem sei.

domingo, 17 de maio de 2009

constatação







O coração nos engana
A vontade sempre nos toma
Somos prisioneiras do nosso estar

Cansei de ter que ser
Quero mesmo é entrar em mim
Me ver, me tocar

Sou quem me ama mais
Sou quem me compreende menos
Sou todas em uma sou
Uma em nenhuma

Sou muito do que queria ser
E vejo pouco do que sou
Ddo que  pude me oferecer

Cansei de chorar
Cansei de sofrer
Se isso me assombra
Como fantasma que é

Jogo fora esta lona
Deixo pra trás os nossos planos
E vou mesmo é viver

Tomar banho de chuva,
Olhar a menina bacana,
Chorar feito criança
Aprofundar essa chama

Que me invade
E pulsa cabalmente:
Deixa a sua essência prevalecer

Penso logo persisto...







Nesta vã filosofia que é viver
Me vi poeta e 
Descobri o dom de me escreve

Não escrevo para nada
Não escrevo para erratas
Escrevo pois é grito de alma
De alma que precisa dizer

Dizer o não dito
o que foge de conceitos
Dizer o filos dessa
Sofia teimosa e sacana

Usar a dúvida
Se questionar
Entrar na dança de se perder
para não se achar



Para Filos de Sofia...




TIME HAS TOLD ME
NICK DRAKE
Time has told me
You're a rare rare find
A troubled cure
For a troubled mind.

And time has told me
Not to ask for more
Someday our ocean
Will find its shore.

So I`ll leave the ways that are making me be
What I really don't want to be
Leave the ways that are making me love
What I really don't want to love.

Time has told me
You came with the dawn
A soul with no footprint
A rose with no thorn.

Your tears they tell me
There's really no way
Of ending your troubles
With things you can say.

And time will tell you
To stay by my side
To keep on trying
'til there's no more to hide.

So leave the ways that are making you be
What you really don't want to be
Leave the ways that are making you love
What you really don't want to love.

Time has told me
You're a rare rare find
A troubled cure
For a troubled mind.

And time has told me
Not to ask for more
For some day our ocean

Banho de Chuva


hoje tomei um banho de chuva
senti minha vida desnuda de mim mais um vez
Hoje voltei a me encarar no espelho
Hoje olhei em meus olhos e não desisti de mim...

Fui até o seu lugar
Lá onde você construiu sua memória
Sua história
Entrei no seu lar
Pude enfim em tua essência me encontrar

Descobri o meu castelo de marfim
Onde minha culpa não deixava entrar
Lá onde os olhos me perseguiam
E não me queriam deixar estar

Estou vivendo de novo sem pretensões
Não quero ser e não quero ter
Quero mesmo é viver!
Viver dentro do aparente feio
Do que ninguém quer provar

Sobre a selva de concreto
Me abrir em flor
E dentro de mim mesma
Desabrochar-me de amor.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tempo

(Salvador Dalí)


Somos cegos por um tempo que não existe
Um tempo dourado que nos oprime
Uma sensação fullgás, que passa sem se notar.

Somos pegos de surpresa
Por uma vida que vai sem nos avisar
E todo o tempo que temos 
É tempo sufiente para se perder

Achamos que não temos tempo
Para pensar, Ou para viver

Será mesmo que temos?
Muito tempo? Pra olhar,
Para sentar, pra sonhar?

E quando temos que ter paciência
Não sabemos o que quer dizer
Porque todo tempo nos ensinam, 
Paciência pra quê?

Vamos indo,
Sentindo,
Nos possuindo,
De tempo sem sentido
e todo tempo segue fluindo

Nos é tomado o que nem sabíamos
Aquilo que achávamos que tínhamos
Somos o nada, o tempo que não existe?
Ou somos muito, muito do tempo que nos extingue?



domingo, 29 de março de 2009

Palavras



Acordar


Despertar


Caminhar


Parar


Abaixar


Pegar


Flor


Sair


Sorrindo.

entre sem bater....

"Se o amanhã é um mistério, porque me preocupo tanto com o que ainda virá? É tão rara a calma de um olhar. Ao conversar com Deus, dobro os meus joelhos, sinto uma brisa suave. É onde encontro esta calma, este momento de alegria, que vai além de um instante, durará eternamente em mim." (Ana Catarina Braga)

Quem Vem de Lá?

Ela... Poesia concreta.. feita por mim... por nós... por quem surgir..."O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo." (Clarice Lispecto)