Calendoscopiando a Alma!
"todo poema é uma aventura planificada" (C.L.)
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Lugar Qualquer
Aonde mesmo é que eu estou?
Minha alma de poeta não encontra saídas...
Tudo o que acredito não tem nenhum significado,
Se não há por quem esperar acordada,
Por quem suspirar nas madrugadas...
Os amores passaram,
Os carnavais estão sem vida,
Sem significado é esta noite negra
Onde a lua se esconde e fico só...
Não há companhia, não há alegrias...
E aonde mesmo é que eu estou?
Em meio a tanta melancolia e saudade...
Sinto falta do que não vi, e do que esqueci de viver...
Sinto falta do eu que se foi no caminho.
Aonde mesmo que eu estou?
Tão longe de mim, Tão perto do fim...
Em um lugar qualquer...
Ao léu, ao véu que desvenda os olhos vermelhos...
Quente são as lágrimas, de uma alma solitária...
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Reflexões recorrentes
Aonde mesmo eu fui parar? Essa é a pergunta mais frequente em minha vida. Sei que sempre estou em algum lugar entre o ontem e o amanhã. Mas sendo mais concreta o "aonde eu fui parar" nem sempre tem as resposta na hora que se faz a pergunta. Chego a conclusão de que não estamos em um mundo de ciências sempre exatas. E no final, agente não entende muita coisa mas, ainda assim, sente a vontade de continuar vivendo.
Ontem falei para uma grande amiga que seria muito mais simples se apenas nos contentássemos com a natureza do nascer. Mas somos tão inquietos, queremos tanto o desconhecido e anseiamos pelo impreciso que desejamos sempre mais. E assim chego a mais um clichê que faz parte de nós: O nosso desejo pode nos matar ou nos manter vivos. Isso é fato. Pode nos matar, porque as vezes não medimos as consequências da bala, queremos apenas o prazer de atirar. E pode nos manter vivos porque quando algo dá errado e quando todos te dizem: " não você não vai conseguir!", é o seu desejo (e outros fatores, mas estou no foco do desejo aqui) que te impulsionam a continuar, e a não desistir de si mesmo. Afinal, para viver é necessário doses cavalares de coragem. E sempre que possível deixar para trás toda a culpa e medo.
Viver no " como poderia ter sido se" é uma prisão para nossa alma. Precisamos ser objetivos e viver com o que temos, e somos, no instante agora. Sim, é essencial fazer planos, mas desnecessário e destrutivo " viver nos planos". As vezes também temos que perder a confiança em nós, as vezes também temos que duvidar das nossas escolhas e ações, faz parte da vida, da reflexão do existir. Isso é o " viver é verbo" que a Clarice Lispector nos chama à responsabilidade, em muitos dos seus escritos.
Nossa natureza é contraditória, e sim somos imprecisos! Não temos o controle de todos os resultados da nossa vida. Se convencer de que temos o controle é um desgaste emocional desnecessário. Constatar os nosso limites e falhas é sinal de que verdadeiramente estamos neste mundo para o que viemos: Aprender a viver. Não pedimos para nascer, mas, já que estamos aqui só nos resta aprender.
É claro que você pode entender as consequências das suas ações pelo sistema de valores que adquiriu ao longo da vida, pelo que aprendeu com as experiências (suas e dos outros ao seu redor), e também pelo conhecimento que possui de suas limitações individuais. Mas entender e prever ( ou tentar) as consequências de suas ações é diferente de senti-las e vivê-las. E ai caímos em mais um clichê: Só quem viveu é quem pode dizer como é!
Diante de todas as reflexões recorrentes chego a alguns momentos: Como posso reconquistar a segurança para que mesmo que não saia como eu quero eu não me frustre demais? Bom. Não sou nenhuma conhecedora da criação de forma tão profunda. Mas sei que não temos como garantir nada. Podemos nos pegar na " independência financeira", na " realização profissional", no plano de construção " de uma família estável" ou na aparente segurança de ser " solteiro convicto" e evitar sofrimentos. Mas nada disso é garantia de nada (mais uma vez repito). A felicidade é como um feixe de luz que escapa dos nossos dedos.
E viver para buscar a satisfação holística não é certeza de garantir felicidade. Alimentar o nosso ego não nos torna felizes. Podemos ter instantes de satisfação, de desejo saciado, mas isso não é a tal felicidade.
E o que eu faço? Bom tento não ser feliz. Como assim? Isso é mentira diriam muitos. Mas é verdade. Não buscar a formula da felicidade, o controle de tudo e todos para mim é ser feliz. Porque quando não espero muito, quando não busco tanto, quando não sinto a necessidade de aprovação, quando percebo que sou fraca e que as vezes minha força não vale de nada deixo de viver na angustia do que não tenho, de quem não consegui ser (de acordo com o que tracei, ou de acordo com o que esperam de mim), e do que não conquistei ( como que queria). E ai sim, sou verdadeiramente feliz porque me pego sendo apenas eu. E isso já é muito grande e, as vezes requer muito trabalho. Então hoje, em minhas reflexões recorrentes, venho dizer que estou tentando o mais difícil para qualquer ser humano: Ser eu mesma! E assim sou feliz demais!
Amém.
terça-feira, 19 de julho de 2011
A mulher da moldura
Ela tenta nos moldar
Dizer como devemos ser
E em quais caminhos devemos chegar
Ela tenta nos controlar
Em cada novo dia traçando os nossos passos
Seguindo o nosso rastro,
Aonde quer que vá
Ela tenta nos controlar
Sabe o nosso ponto franco
Tenta nos derrubar
E sempre como desculpa
Diz que isso é amar...
Ela tenta nos controlar
Vive em uma moldura
A sua lareira quentinha não quer deixar
Esconde sobre as cobertas a face triste
Com a desculpa de nos observar
A mulher da moldura...
Ela quer nos controlar...
Será?
Coração Coragem
Diga o que for preciso dizer
Não fuja de você mesma
Mergulhe de cabeça...
O dia pode terminar
E você não terá dito o necessário...
Vá! Corra o mais rápido...
Em direção ao alvo
E não deixe frases inacabadas...
O que ficou por dizer não volta atrás
A vida é louca, do amanhã não sabemos
E sobre cada escolha sua há o peso do seu coração
Nunca desista dos seus sonhos,
Mas ponha sobre ele o peso das consequências...
Vale a pena! Saiba que sim!
E siga sem culpa, sem medo!
Coração Coragem, vale a pena sentir!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Natureza em versos
Me ensina a voar como os pássaros,
Que não se preocupam com a altura
Ou com a distância dos fios...
Simplesmente pousam,
Descansando em meio a
Latitude profunda da atmosfera tortuosa...
E em cada piscar de olhos
se revela uma nova cena...
Deste teatro da vida...
Deste palco da criação divina...
De onde não saímos vivos...
Por onde vivemos unidos, dentre tantos outros,
No propósito de respirar...
Me ensina a viver como as formigas
Que sem nenhuma mania ou sina
Caminham sabendo o que precisam levar...
Se preparam para o tempo estranho que virá
E sabiamente sabem o que e quem devem respeitar...
Me ensina como elas que pela terra aprendem sobre amar...
E em cada piscar de olhos
se revela uma nova cena...
Deste teatro da vida...
Deste palco da criação divina...
De onde não saímos vivos...
Mas por onde vivemos unidos, dentre tantos outros,
No propósito de respirar...
Me ensina a viver como o gato...
Que sabe fazer manhas para conquistar...
E sabe a hora certa de se afastar...
Ainda assim mantendo no peito o desejo de voltar...
São astutos, sabem se virar...
E reconhecem os espaços que devem habitar...
E em cada piscar de olhos
se revela uma nova cena...
Deste teatro da vida...
Deste palco da criação divina...
De onde não saímos vivos...
Mas por onde vivemos unidos, dentre tantos outros,
No propósito de respirar...
Me ensina a viver como gente...
Que a natureza sabe observar...
E com ela aprende tanto...
A ponto de versos,
Poder criar!
Me ensina a sonhar...
quinta-feira, 30 de junho de 2011
O ser distraído...
As vezes andamos tão desligados
E nem sabemos o que iremos achar pelo caminho
Como uma joaninha no carro
Ou alguém a milhas do seu destino
Ás vezes não há razões
Não há porques...
O mundo te pressiona,
As pessoas esperam de você...
E nessas horas você só quer andar no parque
E falar bobagens sobre momentos que nunca aconteceram....
E seguir andando desvairado, lingua pra fora da janela...
Sentindo a brisa,
Os olhos curiosos, e o escuro do céu...
O cheiro de chuva e o gosto dos pingos...
Flores da primavera...
Da vida não sabemos,
O ontem não vale mais a pena...
Afinal, é muito saber quem somos...
Eu quero é ir vivendo...
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Por onde passei...
Mas uma etapa, mas um ciclo que se fecha e um novo tempo se inicia,
Vou seguindo pelo caminho, as incertezas me motivam a nunca parar,
Eu amo mesmo as coisas desta vida: as pessoas borboletas e os sorrisos margaridas....
Um monte de gente, um monte de ideias e de pensamentos.... por onde eu vou?
Seguindo, ouvindo, mente aberta para aprender com você, com o outro, com os sinais do dia adia...
Sendo feliz, as vezes tristes, as vezes dor, as vezes euforia....
Mas sempre eu, pé no chão, lápis na mão, papel no coração, escrevendo sobre essa aventura em que me colocaram sem que em soubesse.... E no final eu faço as escolhas mas o caminho em parte não traço, e nele todo sou personagem central.... Grandes nomes, grandes homens e mulheres conheci e prosseguirei em conhecer.... Sonhando e realizando, vivendo e amando, a cada dia mais e mais...vou sendo, lendo, gerundiando as minhas ações continuas de um eu descontinuo, perplexo, desconexo, qurendo ser visto e reconhecido....
Mas muito mais querendo simplesmente ser! Aproveito, afinal tenho uma vida só! Para tentar, sofrer, amar, viver, alcançar e seguir!
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entre sem bater....
"Se o amanhã é um mistério, porque me preocupo tanto com o que ainda virá? É tão rara a calma de um olhar. Ao conversar com Deus, dobro os meus joelhos, sinto uma brisa suave. É onde encontro esta calma, este momento de alegria, que vai além de um instante, durará eternamente em mim." (Ana Catarina Braga)
Quem Vem de Lá?
Ela... Poesia concreta.. feita por mim... por nós... por quem surgir..."O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo." (Clarice Lispecto)






