Calendoscopiando a Alma!
"todo poema é uma aventura planificada" (C.L.)
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domingo, 24 de fevereiro de 2013
Chegada
Aqui estou mais uma vez. Ainda viva, a veia pulsa o coração cheio de tantas lembranças, de tantas palavras ensurdecidas pela sua chegada. O que seria tudo isso? Uma reviravolta em minha alma? O que penso ser isso que vivemos? Um sonho, uma sensação ou mesmo uma vida a dois. Eu e você. Você que é tão diferente de todos que já conheci, cheio de sonhos, de ideais. Um homem que chegou sem querer, em meio a um turbilhão de desejos que ardia em mim. Em meio a meu reajuste de jornada. Não esperava por isso, e não sei se mereço seu amor.Ainda penso, e tenho medo, é mais seguro andar sozinha, é mais seguro aceitar que viverei um bom tempo assim. Mas quando estou com você me sinto em casa, me sinto segura em meio ao caos que arde lá fora. Agora chove, chuva macia de fim de tarde que vem trazer as lágrimas do céu sobre nós. O medo de me entregar muitas vezes domina. E serei eu uma tola? Muitas vezes acho estar segura que sim. Gosto mesmo de sofrer? seria isso... Não sei! Um dia sei que as pequenas garotinhas do papai se tornam mulheres, se tornam amantes e se tornam mães. E seria esse mesmo o fim de certas coisas e o inicio de outras em meu caminho. Estarei com o meu companheiro de jornada enfim. Neste mar turbulento, em meio a minha natureza errante. Sem casa, sem certezas, sem trilha traçada por outros antes de mim. É meu amigo, quando o caminho é novo te surpreende a paisagem e as pegadas que se formam nele. As suas agora estão ao lado e se misturam sempre que pode. Eu chego em casa, tiro os sapatos, escovo os dentes e me deito. Em cima um céu de velhas estrelas vem me mostrar que outros amantes também já sonharam, também já viveram o sonho da entrega e da descoberta do amor em seus pequenos momentos. Quero dar o melhor de mim, e espero que você possa me mostrar que há muito mais em mim que velhas convicções, que velhas dores, que velhas feridas. Peço demais, eu sei. Mas nem sequer você irá ler o que te peço, antes mesmo esse seu eu, tão você, me mostrará o melhor a ser. E como pode me dar sempre o melhor de você? E eu estou tão perto, tão extasiada com sua chegada com seu olhar que me domina em noites escuras. Um pequena luz brilha agora neste túnel da vida. Preciso continuar indo. Preciso seguir... Com ou sem você? Isso não é um jogo, e se for perderemos. O amor não se pode jogar fora, não se pode ignorar. E tudo o que temos é a certeza do movimento, a certeza do amanhecer. Eu quero te dar tudo, mas estou fraca demais para saber o que seria isso. Se você aceitar e se contentar tudo o que te darei será o meu sorriso e o meu corpo quente para te esquentar do frio nas noites de solidão. A cama vazia, as vozes em minha mente. E tudo se funde no momento em que te conheci, no momento em que se fez meu. Em que estivemos unidos por nosso prazer, dois em um só. Poderei ir sem você? Ou ficarei aqui, para construir o que? Não sei...Eu acho que não vou mais desistir. Depois de você tudo se faz como novo em mim. Então verei aonde esse choque de barcos nos levará. Para onde seguiremos... Cada dia responderá essa minha esperança esta minha pergunta. Como o som dos carros ressoando em minha cabeça, depois de uma noite de bebedeira pelas ruas da Bahia. Eu irei e tudo terá seu tempo, a seu modo, a seu prazer... Ao amor eu brindo com um suspiro profundo antes do sono me invadir.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Sobre os sentimentos
Andamos pela vida e de todo o modo não sabemos para onde vamos. Podemos ter uma vaga ideia, uma firme incerteza ou mesmo uma doce ilusão de achar que estamos indo mesmo para algum lugar. Somos seres errantes, não temos um ninho, uma toca, uma casa da árvore ou mesmo um berço criado pela natureza para nos abrigar. Por isso o nosso principio, destino (para alguns medo) ou propósito é simplesmente sermos. Para isso temos que ter inteligência emocional, jogo de cintura e mesmo uma doce insana loucura para crer que chegaremos e que se nos esforçarmos iremos sim há algum lugar na vida: Dentro de nós, essência do eu!"
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Ela: o mar
Linda menina de sorriso fácil
Com você eu perco o traço
Sua alma é como o mar
Venho desta forma lhe explicar
Através do meu olhar
O que vejo ao te tocar
Você é como o mar,
Profunda em suas ideais
Calma em tempos de sol
Insana em tempos de fúria
Muitos navegantes já morreram,
Em você naufragados,
Outros encontraram o tesouro
Bem no fundo do mar...
Você pode ser misteriosa
E ter passado por muitos perigos
Porque sei que no mar há de tudo:
animais predadores
e muitos peixinhos coloridos...
Seu coração é como uma pérola,
forjada pelas pedras mais duras
Saiu esta escultura que é você
Me dominou com esse sabor de maresia
Me deixou espantado com sua sabedoria
E então peguei meu barco para fazer a travessia
E chegar ao seu coração, te amar.
Ouvi histórias sobre suas águas perigosas,
De tantos que já pediram passagem
Para chegar em seus destinos...
Me disseram que em você muitos se esqueceram,
de onde estavam, e até mesmo quem eram
Mas o risco é o que me move e entendo
Que em nesta aventura o que importava
Era o mar, amar!
E assim eu fui, ergui o mastro, icei as velas,
E na trajetória cantava uma canção
para animar meu desejo de te achar.
Assim dizia a música
que fiz para me guiar:
Te amo menina-mar,
Te amo, quero te namorar
E com você fazer um castelo de areia com
Todas as cores que há....
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Eles, reflexão...
Não sei aonde foi que eu perdi a mão para arriscar dizer de verdade o que sinto. Agora me resumo a repetir palavras e deixar que a cegueira das ideias mornas dominem a minha vida. Em minha mente uma luta sagaz se faz e desfaz buscando a saída... Aonde estou afinal?
Estou aqui sentada em minha mesa de trabalho, mas uma vez esperando as ideias virem a mente para que enfim eu consiga dizer. Mas estou de mau, estou triste. Forço, desenrolo as ideias e nada... A mente não se arrisca...
Parece que por dentro perdi a rima. Mentindo para mim mesma, dizendo que tudo caminha para um fim... Que fim? o fim das coisas nelas mesmas....
Lá fora trovões e raios, os homens riem e os anjos choram... Uma platéia esperando por algo e eu nem sei falar essa língua... Porque mesmo perdi tanto tempo com questões medíocres?? Medíocre eu sou!?
E afinal aqui não é o lugar ideal... eu deveria cuidar de outras coisas... Me diga???
Não era assim? Eu fui eu falhei... eu voltei e tentei seguir meu destino... certa de que não tenho certeza alguma sobre o que quero ser e dizer a vc que insiste em me ouvi... Vai! Arruma as malas e saí! Vai ver o mundo... vai embora dessa casca... Sai da casinha segura, arrisca tudo no jogo de cartas da vida... No final a gente nunca perde só aprende que outros fins veem para justificar os meios de nós! Menos de Nós!? Sempre!
O sangue que arde na veia... na véia meia de algodão furada por tantas vezes que tentei calçar o que não cabia em mim... Agora sim... a chuva começa sinto os pingos na testa e o gosto da água que cai sobre mim... sinto a liberdade de poder seguir, pisando nas pedras, mas sentindo flores nos pés... olhando para a cidade com suas feridas abertas, mas vendo as florestas cheias de surpresas concretas e mistérios sem fim...
Arde em mim...
Arde em mim um desejo calado
Arde em mim um sabor de chuva
E quando me vejo ardendo tanto me espanto:
Por quê?
Tentei ser tão concisa, Tentei ser careta
Tentei dizer meias certezas
E afirmar o que não se podia ser....
E então dominei o barco,
Cai do salto, errei o passo
E me refiz....
Pude olhar quem sou,
O pelo menos o concreto sabor do chão
Eu senti...
E deixei enfim arder todo o desejo de mim...
Sinto tanto...
Sinto tanta coisa em mim...
Sinto que sinto tanta falta de você...
Sinto o destino, instinto de nós!
Sobram tantas mentiras em um mundo oco,
Sobra tanta falta de amor que eu pereço...
Sobra o desespero de uma lágrima calada
Sobra a música das suas palavras...
Falta tanto sorriso em tardes de domingo
Falta tanto jeito de dizer quem sou...
Falta o que me foi dado...
Falta o que já é seu...
Sei lá.... Nos falta amor...
sábado, 10 de novembro de 2012
sobre mim...
Como ás vezes é difícil respeitar seu próprio tempo. Seu momento e o que a vida te oferece, enquanto se passa por cada fase. Queremos sempre o que não temos e achamos que isso é ir em busca de felicidade. E nessa busca estúpida de tentar segurar a areia do nosso coração com as mãos nos confundimos, magoamos e saímos machucados. Todas as vezes que não respeitamos o tempo da nossa vida, porque o nosso desejo parece uma roda gigante com overdoses de adrenalina, quem sempre fica olhando para as estrelas a espera de um milagre somos nós. Por outro lado poeríamos nos afastar, esquecer... Mas é complicado se afastar de quem te deixa doido, se essa pessoa é você mesma. Não posso ignorar, não dá para fingir que não estou ou que não vi, e desligar o telefone. Por esses e tantos outros motivos, somos nós o nosso maior inimigo.
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entre sem bater....
"Se o amanhã é um mistério, porque me preocupo tanto com o que ainda virá? É tão rara a calma de um olhar. Ao conversar com Deus, dobro os meus joelhos, sinto uma brisa suave. É onde encontro esta calma, este momento de alegria, que vai além de um instante, durará eternamente em mim." (Ana Catarina Braga)
Quem Vem de Lá?
Ela... Poesia concreta.. feita por mim... por nós... por quem surgir..."O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo." (Clarice Lispecto)




